Visões
William Blakeقیمت نهایی
۴۴٬۰۰۰ تومان۴۹٬۰۰۰ تومان۱۰٪ تخفیف
- تخفیف زماندار−۵٬۰۰۰ تومان
۵٬۰۰۰ تومان صرفهجویی نسبت به قیمت اصلی
نسخه اصلی و اورجینال
بلافاصله پس از خرید، فایل کتاب روی دستگاه شما آمادهٔ دانلود است.
تحویل فوری
پرداخت امن
ضمانت فایل
پشتیبانی
مشخصات کتاب
- نویسنده
- William Blake
- سال انتشار
- ۲۰۲۰
- فرمت
- EPUB
- زبان
- pt
- حجم فایل
- ۸۱۹٫۲ کیلوبایت
- شابک
- 9786555190076، 6555190078
دربارهٔ کتاب
Talvez o poeta mais original da literatura inglesa, William Blake foi uma espécie de símbolo das manifestações socioculturais dos anos 1960 e 1970. Ao lado da psicologia de Carl Jung e Sigmund Freud, da filosofia e da religião orientais, das experiências da geração beat e do flower-power, via-se em sua poesia a expressão de uma nova era de Aquário, a rejeição de uma ordem mundial fundada no materialismo em detrimento da espiritualidade. Passado meio século, aquelas manifestações são história, ou adquiriram outras formas, mas a ordem mundial permanece, de ponta-cabeça, mais materialista e mais bruta. E a poesia de Blake continua instigante expressão dos valores humanos, ainda mais relevante. Visões assinala essa relevância: reúne onze livros que Blake publicou de 1789 a 1795, com os quais procura evidenciar a coerência do essencial da obra e afastar a distorcida percepção de insanidade do autor. Os poemas testemunham a formação e o amadurecimento de sua visão de mundo, num fértil período de quase sete anos, quando na casa dos trinta: aqui o leitor encontra dos poemas líricos das Canções de Inocência e Experiência até o que se convencionou chamar de "profecias menores". A partir de 1794, Blake embarcou na sequência dos poemas-profecias menores, que o prepararam para os maiores (Milton e Jerusalem, escritos e gravados quase ao mesmo tempo entre 1804 e 1820). O primeiro deles é Europa, uma Profecia, uma narrativa política, seguido de O Livro de Urizen. A Canção de Los, O Livro de Ahania e O Livro de Los, todos de 1795, compõem a "Bíblia do Inferno" prometida em O Matrimônio do Céu e do Inferno: "Possuo também A Bíblia do Inferno, que o mundo há de possuir, quer queira, quer não". O escritor Anthony Burgess disse com clareza: "A razão, na verdade, é perigosa, assim como é a ciência; se todos nós vivermos num estado de liberdade individual plena, despreocupados com as leis, confiando no poder da percepção e, num nível inferior, no instinto, alcançaremos o céu na terra, que Blake chama de Jerusalém no prefácio de Milton". Na terminologia blakeana, alcança-se a plenitude espiritual através da imaginação. "Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo se mostraria ao homem tal como é: infinito." Pouco lido e ignorado por seus contemporâneos, Blake foi "descoberto" vinte anos após sua morte, em 1827, quando impressões tipográficas dos poemas começaram a aparecer. Mas jamais foi popular, sempre foi controverso, mesmo entre outros poetas. Thomas Stearns Eliot, por exemplo, reconheceu nele uma "honestidade contra a qual o mundo inteiro conspira, porque é desagradável. A poesia de Blake tem o desagrado da grande poesia". Quase um elogio, porque, para Eliot, essa honestidade era limitada por sua falta de educação literária, o que o tornava um "ingênuo". Blake, concluiu Eliot, tinha "uma notável e original sensibilidade para a língua e a musicalidade da língua, e o dom da visão alucinada. Se estes tivessem sido controlados por um respeito pela razão impessoal, teria sido melhor para ele". Faltava a seu gênio "uma estrutura de ideias tradicionais e reconhecidas que lhe teriam impedido de entregar-se a uma filosofia própria, e assim concentrasse a atenção nos problemas do poeta. [...] A concentração resultante dessa estrutura de mitologia, teologia e filosofia é uma das razões pelas quais Dante é um clássico, e Blake apenas um poeta de gênio". Eliot falava em defesa das tradições latinas, a seu ver fundamentais para a cultura do Ocidente, ciente de que eram exatamente o que Blake rechaçava — e no entanto, dogmático, deu o veredito. Blake decerto não lhe teria dado ouvidos. "A verdade jamais será dita de modo compreensível sem que nela se creia. Suficiente! ou Demasiado." Tornar Feliz A Vida Humana, Tanto No Sentido Comparativamente Humilde De Prazer E Ausência De Dor, Como No Sentido Mais Elevado De Tornar A Vida, Não Aquilo Que Ela é Agora Quase Universalmente, Algo Pueril E Insignificante, Mas Tal Como Podem Desejá-la Seres Humanos Com Faculdades Plenamente Desenvolvidas: Este O Ideal Que Inspira John Stuart Mill E Que Torna Instigante E Enigmática A Sua Formulação Da ética Utilitarista. Educado Para Ser O Porta-voz Das Ideias De Jeremy Bentham, A Influência De Valores Românticos Como A Imaginação E A Emoção, Atenuou, Entretanto, O Frio Rigor Analítico Da Formação Inicial De Stuart Mill. O Utilitarismo Expressa Essa Tensão, Defendendo O Anseio Da Doutrina Utilitarista Pela Maior Felicidade Do Maior Número, Mas Alterando O Seu Significado. Como Observou Norberto Bobbio Ao Tratar Das Relações Entre Ética E Política O Utilitarismo é, No Campo Do Pensamento Ocidental, Provavelmente A última Grande Tentativa De Construção De Uma Moral Universal. O Utilitarismo Teve Em Bentham (1748-1832) A Sua Primeira Grande Formulação. É De Bentham Que John Stuart Mill (1806-1873) Parte Neste Livro, Ao Afirmar Que A Utilidade Ou O Princípio De Maior Felicidade, Como Fundamento Da Moral, Sustenta Que As Ações Estão Certas Na Medida Em Que Elas Tendem A Promover A Felicidade E Erradas Quando Tendem A Produzir O Contrário De Felicidade. Por Felicidade Entende-se Prazer E Ausência De Dor, Por Infelicidade, Dor E Privação De Prazer. No Entanto, Stuart Mill Diferencia-se De Bentham Na Sua Exegese Do Que é Felicidade, Pois Para Ele O Prazer Não Se Restringe Ao Quantitativo Do Comensurável Pela Duração E Intensidade. Abrange O Qualitativo Dos Prazeres Inferiores E Superiores Pois, Na Sua Concepção De Vida, Estão Presentes Não Apenas O Racionalismo à Maneira De Bentham Mas As Percepções Da Complexidade Da Alma Humana, Realçadas Pelo Romantismo. Como Sublinhou Isaiah Berlin, Para Stuart Mill O Fundamental é A Afirmação Da Capacidade Do Ser Humano De Exercer A Liberdade, Escolhendo E Decidindo Entre O Bem E O Mal. Na Escolha Entre O Certo E O Errado, A Tônica Do Utilitarismo Não é O Da Análise Do Ser Virtuoso Mas A Da Consequência Das Ações. Por Isso, Teve E Tem Impacto Na Teoria Da Decisão Coletiva, Ao Buscar Imprimir às Políticas Públicas Um Sentido De Direção, Voltado Para O Bem-estar Da Sociedade. E Por Esta Razão, Que Desde Bentham, O Utilitarismo Está Associado Ao Reformismo E Ao Progresso. Com Efeito, O Utilitarismo, Como Realça Stuart Mill, Não é Um Egoísmo ético. Está Voltado Para Eliminar Os Males Do Mundo, A Começar Pelo Sofrimento Da Pobreza. O Critério Não é A Felicidade Do Agente Mas A Multiplicação Da Felicidade Na Maior Escala Possível. O Utilitarismo De Stuart Mill é Um Livro Instigante, De Um Grande E íntegro Pensador. A Este Livro, Superiormente Traduzido E Apresentado Por Alexandre Braga Massella E Tão Oportuno Na Discussão Da Agenda Contemporânea, O Público Brasileiro Passa A Ter Acesso Nesta Primorosa Edição Da Iluminuras. Celso Lafer
کتابهای مشابه
قیمت نهایی
۴۴٬۰۰۰ تومان
